{"id":420,"date":"2025-09-06T23:34:12","date_gmt":"2025-09-07T02:34:12","guid":{"rendered":"https:\/\/delaetmusic.com\/?p=420"},"modified":"2026-03-28T08:47:59","modified_gmt":"2026-03-28T11:47:59","slug":"a-importancia-da-cola-na-luteria-de-instrumentos-de-autor-e-nas-oficinas-de-alto-padrao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/a-importancia-da-cola-na-luteria-de-instrumentos-de-autor-e-nas-oficinas-de-alto-padrao\/","title":{"rendered":"The importance of glue in the handcrafted instruments and high-end workshops."},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-group alignfull is-style-ext-preset--group--natural-1--section has-background-background-color has-background has-global-padding is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-e955bbaf wp-block-group-is-layout-constrained\" style=\"margin-top:0;margin-bottom:0;padding-top:var(--wp--preset--spacing--70);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--70)\">\n<div class=\"wp-block-group has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-group has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p>Por que o tipo de cola utilizado na constru\u00e7\u00e3o de instrumentos \u00e9 importante na Luteria de alto padr\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"558\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/delaetmusic.com\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w-1024x558.webp?resize=1024%2C558&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-421\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w.webp?resize=1024%2C558&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w.webp?resize=300%2C164&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w.webp?resize=768%2C419&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w.webp?resize=1536%2C838&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w.webp?resize=18%2C10&amp;ssl=1 18w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w.webp?resize=600%2C327&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Gemini_Generated_Image_3xi0333xi0333xi0-1920w.webp?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TUDO SOBRE COLAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das pessoas n\u00e3o passa muito tempo pensando em cola. Por\u00e9m, os luthiers &#8211; em especial os de forma\u00e7\u00e3o tradicional cl\u00e1ssica &#8211; pensam muito, e \u00e9 um assunto muito mais interessante do que voc\u00ea imagina!<\/p>\n\n\n\n<p>O tipo de cola usada em um instrumento musical pode afetar sua longevidade e nossa capacidade de reparar o instrumento, o que significa que \u00e9 importante garantirmos que estamos usando a melhor cola poss\u00edvel. Mas qual tipo de cola \u00e9 a melhor para fazer instrumentos musicais? A maioria dos luthiers de cordas friccionadas diria &#8220;cola animal&#8221;. Ali\u00e1s, na luteria tradicional, a cola animal \u00e9 a preferida para ser utilizada tanto para colagens, quanto na prepara\u00e7\u00e3o de tapa-poros ou selantes. Normalmente s\u00e3o preparadas com a utiliza\u00e7\u00e3o da pele e dos ossos dos animais, como tamb\u00e9m com a bexiga natat\u00f3ria de algumas esp\u00e9cies de peixes cartilaginosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos encontr\u00e1-las no mercado em placas ou na forma granulada. O ideal \u00e9 que sua colora\u00e7\u00e3o seja uniforme e transparente. Em \u00e1gua fria, precisam possuir grande poder de absor\u00e7\u00e3o sem se dissolverem. Quanto maior for a quantidade de \u00e1gua absorvida, melhor ser\u00e1 a qualidade da cola, pois mais firme ser\u00e1 a sua estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PRAZER, SOU A COLA DE GELATINA, MAS PODE ME CHAMAR TAMB\u00c9M DE COLA ANIMAL, COLA COQUEIRO, HIDE GLUE&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A frase \u201ccola de pele de animal\u201d pode fazer as pessoas pensarem nos animais &#8211; principalmente para quem se preocupa com a causa animal (e eu confesso que sou um deles) &#8211; que s\u00e3o enviados para f\u00e1bricas para serem transformados em cola. No entanto, esse n\u00e3o \u00e9 o caso. A maior parte da cola de gelatina \u00e9 feita de cartilagem de gado, que est\u00e1 prontamente dispon\u00edvel devido ao consumo em massa de carne bovina em todo o mundo. A pele de gado que n\u00e3o pode ser usada como couro \u00e9 enviada para fabricantes de cola para transform\u00e1-la em cola. Embora pare\u00e7a horr\u00edvel, significa que h\u00e1 menos desperd\u00edcio proveniente da produ\u00e7\u00e3o de carne bovina.<\/p>\n\n\n\n<p>Os materiais albumin\u00f3ides (col\u00e1genos e elastinas) contidos nos tecidos dos animais, quando tratados com \u00e1gua quente ou vapor, produzem a glutina, que \u00e9 uma prote\u00edna e o principal componente dessas colas e gelatinas. Sendo assim, a cola animal \u00e9 apenas uma vers\u00e3o processada de uma prote\u00edna estrutural chamada col\u00e1geno, que \u00e9 encontrada em muitos animais, incluindo n\u00f3s, seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>O col\u00e1geno \u00e9 quase 1\/3 de toda a prote\u00edna do corpo animal e humano. \u00c9 uma mol\u00e9cula grande e fibrosa que torna a pele, os ossos e os tend\u00f5es fortes e el\u00e1sticos. Conforme envelhece, o corpo produz menos col\u00e1geno e as fibras individuais de col\u00e1geno ficam ligadas de forma cruzada umas com as outras. Percebemos isso nas articula\u00e7\u00f5es mais firmes (dos tend\u00f5es menos flex\u00edveis) ou nas rugas (que \u00e9 basicamente a perda da elasticidade da pele).<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a gelatina que comemos \u00e9 a mesma cola usada na luteria e vem do col\u00e1geno dos ossos, cascos, peles, tecidos de liga\u00e7\u00e3o de vacas ou porcos, al\u00e9m de, como dissemos anteriormente, de bexigas natat\u00f3rias de algumas esp\u00e9cies de peixes. A \u00fanica diferen\u00e7a \u00e9 que a cola n\u00e3o recebe o processo de purifica\u00e7\u00e3o por n\u00e3o ser usada para alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A cola de gelatina \u00e9 um adesivo milenar, que remonta aos antigos eg\u00edpcios. Os antigos eg\u00edpcios usavam principalmente cola animal para construir os m\u00f3veis encontrados nas tumbas dos fara\u00f3s. Isso \u00e9 evidenciado pelas esculturas em pedra encontradas representando o aquecimento da cola e o processo geral de colagem, bem como a cola ainda intacta nas cadeiras daqueles t\u00famulos. Ela \u00e9 uma cola de longa dura\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos devem estar se perguntando. &#8220;Ele afirma que \u00e9 uma cola de longa dura\u00e7\u00e3o, mas muitos dos colegas luthiers dele afirmavam que &#8220;n\u00e3o prestava&#8221;. Qual o motivo de funcionar com os luthiers tradicionais e n\u00e3o ter um bom resultado com os luthiers autodidatas e pr\u00e1ticos?&#8221; E a explica\u00e7\u00e3o, curiosamente, vem da pr\u00f3pria ci\u00eancia. Vamos l\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1 temperatura ambiente, a prote\u00edna da gelatina fica na forma de uma espiral tripla. \u00c9 uma estrutura claramente organizada, parecida com a do DNA que, diferente da prote\u00edna da gelatina, possui duas cadeias de nucleot\u00eddeos tran\u00e7adas juntas num formato de espiral. Na prote\u00edna da gelatina, as tr\u00eas cadeias s\u00e3o de amino\u00e1cidos separadas (cadeias de polipept\u00eddeos) que se alinham e s\u00e3o tran\u00e7adas uma em volta da outra, e a espiral \u00e9 unida por liga\u00e7\u00f5es fracas que se formam entre os amino\u00e1cidos localizados dentro da estrutura enrolada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acrescentar \u00e1gua e aquec\u00ea-la, as fracas liga\u00e7\u00f5es que unem essas tran\u00e7as s\u00e3o quebradas e, com isso, a cola derrete. A energia da \u00e1gua aquecida \u00e9 suficiente para quebrar as fracas liga\u00e7\u00f5es que unem as tran\u00e7as. Ent\u00e3o a estrutura helicoidal se desfaz e as cadeias de polipept\u00eddeos ficam flutuando na solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a mistura se esfria, as cadeias de polipept\u00eddeos come\u00e7am a se reassociar e a formar novamente a estrutura helicoidal tripla. Entretanto, o processo de resfriamento \u00e9 lento e as tran\u00e7as ficam muito separadas na mistura, e, por isso, as espirais n\u00e3o se formam perfeitamente. Por esse motivo, em alguns lugares, a espiral tem falhas e, em outros, s\u00f3 h\u00e1 uma cadeia de polipept\u00eddeos enrolada. Quando a gelatina se esfria, a \u00e1gua entra nestas falhas entre as cadeias.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente quando a cola est\u00e1 totalmente seca \u00e9 que a estrutura se reorganiza, mesmo com falhas, motivo pelo qual deve-se evitar o reaquecimento muitas vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a prepara\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio um certo controle de temperatura de fus\u00e3o, de forma a n\u00e3o ultrapassar 60\u00b0C, com o intuito de garantir um melhor poder adesivo. Deste modo, a maneira mais pr\u00e1tica de se preparar a cola \u00e9 em banho-maria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 prudente preparar em pequenas quantidades, a fim de n\u00e3o produzir sobras, pois o reaquecimento tamb\u00e9m diminui o poder de ades\u00e3o (a espiral vai se quebrando, se degenera e n\u00e3o se liga totalmente). Caso ocorram sobras de material, elas podem ser utilizadas para colagens de partes que n\u00e3o sofram grandes esfor\u00e7os. como blocos, contrafaixas e tamb\u00e9m a colagem do tampo dos instrumentos de cordas friccionadas (como os violinos), j\u00e1 que esta normalmente \u00e9 a parte retirada para acessar o interior dos mesmos, facilitando com isso o trabalho de descolagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas por que os luthiers tradicionais ainda usam cola de gelatina quando existe hoje todo um mundo de adesivos sint\u00e9ticos dispon\u00edveis no mercado? Em \u00faltima an\u00e1lise, nenhum adesivo sint\u00e9tico tem as mesmas propriedades que a cola de gelatina e suas similaridades estruturais com a estrutura celular da madeira. Ela \u00e9 sol\u00favel em \u00e1gua, o que significa que se cometer um erro ao colar duas pe\u00e7as, \u00e9 f\u00e1cil reverter essa falha sem danificar a madeira de forma alguma. Mas, isso tamb\u00e9m significa que a alta umidade e as mudan\u00e7as na umidade ir\u00e3o afet\u00e1-la, assim como inevitavelmente afetar\u00e1 a madeira devido a sua capacidade higrosc\u00f3pica (que podemos tratar em outro artigo). \u00c9 por isso que as jun\u00e7\u00f5es do violino se abrem com facilidade. A cola de gelatina \u00e9 muito duradoura. Ela n\u00e3o perder\u00e1 sua resist\u00eancia com o tempo, como acontece com outras colas. Tamb\u00e9m \u00e9 muito f\u00e1cil personalizar a resist\u00eancia da sua cola de gelatina. Por exemplo, ao unir dois peda\u00e7os de madeira para criar o tampo ou o fundo do violino, voc\u00ea deseja uma cola incrivelmente forte que n\u00e3o se desfa\u00e7a. Por\u00e9m, ao colar a faixa ao tampo do seu violino, voc\u00ea pode usar uma cola mais fraca, para que se o mesmo violino precisar de um reparo que exija a remo\u00e7\u00e3o da parte superior, seja f\u00e1cil faz\u00ea-lo sem danificar ainda mais o instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel encontrar no com\u00e9rcio colas puras, extra\u00eddas somente de uma das partes do animal, como a cola de pele, cola de osso, al\u00e9m da cola de peixe ou ictiocola, mas no Brasil, o que mais se encontra \u00e9 uma mistura de cola de pele com cola de osso, que possui menor viscosidade e dissolu\u00e7\u00e3o mais t\u00eanue, por\u00e9m apresenta grande resist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>As gelatinas s\u00e3o comercializadas de acordo com sua habilidade de formar gel. S\u00e3o graduadas em termos de Bloom ou for\u00e7a de gelifica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma medida standard da for\u00e7a aplicada para provocar uma depress\u00e3o em um gel de concentra\u00e7\u00e3o e temperatura padronizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe correla\u00e7\u00e3o entre a for\u00e7a de gel e concentra\u00e7\u00e3o de gelatina, sendo poss\u00edvel, na pr\u00e1tica, produzir qualquer firmeza necess\u00e1ria no gel com qualquer tipo de Bloom, somente mudando-se a sua concentra\u00e7\u00e3o, quando utilizadas em alimentos, por\u00e9m quando utilizadas como cola, principalmente em pe\u00e7as submetidas \u00e0 tra\u00e7\u00e3o ou tor\u00e7\u00e3o, nem sempre isso \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma propriedade importante da gelatina \u00e9 sua capacidade de formar g\u00e9is termo-revers\u00edveis, al\u00e9m de possuir um ponto de fus\u00e3o por volta de 25-35\u00b0C, e jamais deve ultrapassar os 40\u00b0C, a fim de preservar sua estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OUTRAS OP\u00c7\u00d5ES DE COLA PROTEICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>COLA DE CASE\u00cdNA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora a maioria dos luthiers use cola animal, alguns optam por usar cola de case\u00edna ou cola de peixe.<\/p>\n\n\n\n<p>A case\u00edna \u00e9 uma prote\u00edna encontrada no leite que pode ser dissolvida em um solvente alcalino para criar cola. Ali\u00e1s, essa cola foi desenvolvida em 1917 por um su\u00ed\u00e7o chamado Oscar Messmer, que a denominou como &#8220;kaltlein&#8221;, que significa cola fria, j\u00e1 que a cola at\u00e9 ent\u00e3o era somente a de col\u00e1geno, que necessariamente era aplicada a quente. A cola de case\u00edna come\u00e7ou a ser usada na colagem de madeira na constru\u00e7\u00e3o de avi\u00f5es e, por ter melhor resist\u00eancia \u00e0 \u00e1gua, \u00e9 bastante utilizada na produ\u00e7\u00e3o de compensados de madeira. Ela pode suportar melhor a umidade e as mudan\u00e7as de temperatura e, por essa raz\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o utilizada por alguns luthiers tamb\u00e9m. No entanto, a cola de case\u00edna possui uma prepara\u00e7\u00e3o mais complexa e \u00e9 muito mais dif\u00edcil de remover do que a cola animal, o que pode dificultar os reparos. Por isso, \u00e9 utilizada numa composi\u00e7\u00e3o mais simples por alguns luthiers como tapa-poros para o tampo de&nbsp; instrumentos de corda, oferecendo grande resist\u00eancia superficial.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00f3rmula da cola geralmente \u00e9 essa:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; 1Kg de case\u00edna em p\u00f3<\/p>\n\n\n\n<p>-225g de cal virgem mo\u00eddo<\/p>\n\n\n\n<p>-35g de b\u00f3rax<\/p>\n\n\n\n<p>Mistura-se os ingredientes desde que estejam perfeitamente secos. Coloca-se em um frasco que deve ser armazenado em local seco. Para utilizar, retira-se uma por\u00e7\u00e3o da mistura, acrescenta-se \u00e1gua at\u00e9 formar uma papa. Aguarde 10 a 15 minutos at\u00e9 que haja a rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica. Ap\u00f3s isso, use o material a frio e sem pressa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta cola \u00e9 t\u00e3o forte, que permite a colagem de madeira com vidro e at\u00e9 com metais, por\u00e9m na luteria torna-se inconveniente sua utiliza\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da irreversibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00f3rmula para utiliza\u00e7\u00e3o como tapa-poros:<\/p>\n\n\n\n<p>1kg de case\u00edna em p\u00f3<\/p>\n\n\n\n<p>220g de cal virgem<\/p>\n\n\n\n<p>Esta mistura pode ser preparada e guardada nas mesmas condi\u00e7\u00f5es da mistura anterior. Caso n\u00e3o se consiga um bom resultado, pode-se acrescentar um pouco de b\u00f3rax a fim de ativar a rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COLA DE PEIXE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cola de peixe \u00e9 feita a partir da pele e das bexigas natat\u00f3rias de peixes cartilaginosos, como o esturj\u00e3o. Tem um tempo de trabalho muito maior do que a cola de gelatina e n\u00e3o \u00e9 escorregadio, por isso pode facilitar um pouco a colagem. Por\u00e9m, a cola de peixe leva muito mais tempo para curar do que a cola de gelatina, por isso n\u00e3o \u00e9 muito conveniente para luthiers que trabalham em um ambiente com ritmo acelerado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>COLAS QU\u00cdMICAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os luthiers tradicionais evitam utiliz\u00e1-las, pois praticamente todas s\u00e3o irrevers\u00edveis, dificultando opera\u00e7\u00f5es de descolagens para reparos, como as colas \u00e0 base de cianoacrilato (bonders), poli\u00e9ster, ep\u00f3xi, araldite, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>As chamadas colas brancas e as amarelas, \u00e0 base de PVA (acetato de polivinila), al\u00e9m da irreversibilidade s\u00e3o pl\u00e1sticas, e por isso absorvem parte das vibra\u00e7\u00f5es produzidas no instrumento, agindo como \u201camortecedores\u201d, prejudicando o rendimento sonoro do mesmo. Ali\u00e1s, se voc\u00ea \u00e9 guitarrista e acredita no poder de influ\u00eancia da madeira em instrumentos el\u00e9tricos e nunca se preocupou com o tipo de cola utilizado na jun\u00e7\u00e3o de suas partes, ganhou mais um item para se preocupar!<\/p>\n\n\n\n<p>Brincadeiras \u00e0 parte, o uso de colas PVA em instrumentos de alto padr\u00e3o na luteria tradicional (instrumentos ac\u00fasticos de autor) \u00e9 extremamente raro devido a preocupa\u00e7\u00e3o na interfer\u00eancia da resposta vibracional do instrumento. E, convenhamos, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida, haja vista que a mat\u00e9ria prima utilizada por um autor que constr\u00f3i um instrumento em torno de 25 mil euros foi selecionada rigorosamente dentro de uma rara pr\u00e9-sele\u00e7\u00e3o de grades elevadas por seus fornecedores (Master Grade, AAA ou, quando figuradas 5A, por exemplo). Este material extremamente escasso e de alto valor econ\u00f4mico merece todas estas preocupa\u00e7\u00f5es para extrair todo o potencial oferecido por ele. E \u00e9 por isso que, de forma pr\u00e1tica, s\u00e3o instrumentos com uma melhor resposta e oferecem mais recursos para m\u00fasicos de concerto.<\/p>\n\n\n\n<p>Iremos encontrar a presen\u00e7a de colas PVA na jun\u00e7\u00e3o de placas de tampos e fundo, por exemplo, apenas em instrumentos de oficina e de f\u00e1brica, ou de luthiers que produzem instrumentos de corda dedilhada e, ainda assim, aqueles que possuem, via de regra, uma forma\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e\/ou que possuem dificuldades em trabalhar com a cola animal.<\/p>\n\n\n\n<p>Geralmente estes construtores (luthiers, oficinas e f\u00e1bricas) que utilizam colas sint\u00e9ticas&nbsp; far\u00e3o o uso de vernizes de base sint\u00e9tica (como PU) que, inevitavelmente, tamb\u00e9m afetar\u00e3o o resultado sonoro dos mesmos. Deste modo, com a ado\u00e7\u00e3o do verniz sint\u00e9tico que, mesmo em uma fina camada sobre a madeira, j\u00e1 absorver\u00e1 parte das vibra\u00e7\u00f5es produzidas no instrumento, n\u00e3o h\u00e1 realmente motivo algum para se preocupar com a capacidade el\u00e1stica do adesivo que ir\u00e1 unir as placas, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos poder\u00e3o argumentar que, dentro de sua experi\u00eancia, n\u00e3o perceberam muita diferen\u00e7a em termos de rendimento sonoro, ignorando outras vari\u00e1veis como o projeto utilizado, a ado\u00e7\u00e3o de processos padronizados para garantir praticidade e\/ou velocidade na produ\u00e7\u00e3o em detrimento da falta de leitura individualizada da mat\u00e9ria-prima, entre outros aspectos que ir\u00e3o interferir tamb\u00e9m nos potenciais (neste caso, limitadores) do futuro instrumento musical.<\/p>\n\n\n\n<p>Independente qual seja a &#8220;cren\u00e7a&#8221; do luthier contempor\u00e2neo, n\u00e3o h\u00e1 como deixarmos de levar em considera\u00e7\u00e3o as pesquisas e comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas acerca das caracter\u00edsticas da cola animal que proporcionam menor interfer\u00eancia na resposta vibracional dos instrumentos musicais.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, s\u00e3o estes diferentes pontos de vista e de &#8220;cren\u00e7as&#8221; que garantem as in\u00fameras op\u00e7\u00f5es de instrumentos musicais que temos dispon\u00edveis. Para os menos exigentes &#8211; ou os que n\u00e3o acreditam que h\u00e1 diferen\u00e7a significativa -, fato, contar\u00e3o com mais op\u00e7\u00f5es de instrumentos em todas as faixas de pre\u00e7o. Para os mais exigentes, o leque de op\u00e7\u00f5es diminui vertiginosamente e exige um investimento elevado, haja vista que estar\u00e3o limitados \u00e0 luteria tradicional de alto padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, \u00e9 importante destacar que uma fabricante de larga escala de instrumentos de cordas dedilhada, a Taylor, chegou a lan\u00e7ar uma s\u00e9rie de instrumentos com uma sele\u00e7\u00e3o de madeiras de alto gr\u00e3o (high grade) que utilizaram cola gelatina justamente para garantir menor interfer\u00eancia vibracional.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, todas as colas t\u00eam pr\u00f3s e contras quando se trata de us\u00e1-las para luteria. A maioria dos luthiers opta por usar cola animal devido \u00e0 sua solubilidade em \u00e1gua, tempo de cura relativamente r\u00e1pido e facilidade de remo\u00e7\u00e3o, mas certamente n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica op\u00e7\u00e3o! Esperamos que esta r\u00e1pida explica\u00e7\u00e3o de algumas dessas colas lhe d\u00ea uma melhor compreens\u00e3o de como seu instrumento foi constru\u00eddo e por que escolhemos usar a cola que usamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s. \u00e9 fascinante acompanhar a cola, num primeiro momento cristalizada, se transformar durante o aquecimento em banho-maria. Outra coisa muito legal \u00e9 que, como voc\u00ea \u00e9 o respons\u00e1vel por adicionar \u00e1gua \u00e0 cola, poder\u00e1 personalizar o resultado. Ou seja, para quem gosta de trabalhar com colas mais espessas e pegajosas, adiciona menos \u00e1gua; enquanto usar mais \u00e1gua tornar\u00e1 a cola mais fina e escorregadia. Geralmente prefiro uma textura intermedi\u00e1ria, mas o legal \u00e9 que se pode escolher o ponto dependendo do que estamos colando.<\/p>\n\n\n\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/p>\n\n\n\n<p>BAGATELLA, Antonio. Regole per la costruzione de\u00b4violini, viole, violoncelle e violoni memoria presentata all\u00b4accademia di scienze lettere ed arti di Padova. Padova: 1786. Digitalizado pela Biblioteca Estadual e Universit\u00e1ria da Baixa Sax\u00f4nia de G\u00f6ttingen.<\/p>\n\n\n\n<p>DANTZIG, John. The hype about Hide Glue. Premier Guitar, Sep. 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>DI BELLA, A., Piasentini, F., &amp; Zecchin, R. Violin Top Wood Qualification: Influence of Growth Ring Distance on Acoustical Properties of Red Spruce. Catgut Acoustical Society Journal, Vol. 4 No. 6, 22 25, Dallas: VSA, 2002.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>HERON-ALLEN, Edward. Violin Making: A historical and practical guide. New York: Dover, 2005.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>LANARO, L. La liuteria classica i il liutaio moderno<\/p>\n\n\n\n<p>MRYKALO, Vincent. \u201cHOT HIDE GLUE,\u201d n.d.<\/p>\n\n\n\n<p>PIASENTINI, F., &amp; Moscatti, M. (2017). Assessing Musical Instruments Conditions Before and After Restoration Using Industrial X-Ray Ct ( iCT ). In Preservation of Wooden Musical Instruments. Ethics, Practice and Assessment. (pp. 153\u2013156). Brussels: COST, 2017.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CDHJVvirjQk?si=Wx06sI3jii2BtNGG\" title=\"YouTube video player\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group alignwide ext-is-logical-start has-global-padding is-content-justification-left is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-6729bdbe wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<h2 class=\"wp-block-heading ext-animate--on\">Luteria, M\u00fasica &amp; Afins<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left ext-animate--on\">Confira mais artigos publicados em nosso Blog.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-query alignwide is-layout-flow wp-block-query-is-layout-flow\"><ul class=\"columns-3 wp-block-post-template is-layout-grid wp-container-core-post-template-is-layout-10753265 wp-block-post-template-is-layout-grid\"><li class=\"wp-block-post post-4517 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-guia-de-compra tag-alliance-corum tag-alto-padrao tag-corda-premium tag-cordas tag-encordoamento tag-savarez tag-testes\">\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-ext-preset--group--natural-1--item-card-1--align-start ext-animate--on has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained is-style-ext-preset--group--natural-1--item-card-1--align-start--2\"><figure style=\"aspect-ratio:4\/3;\" class=\"wp-block-post-featured-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?resize=1000%2C1000&#038;ssl=1\" class=\"attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image\" alt=\"\" style=\"width:100%;height:100%;object-fit:cover;\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?resize=12%2C12&amp;ssl=1 12w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/500AJ_MAIN-1.jpg?resize=100%2C100&amp;ssl=1 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-style-default has-global-padding is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-e0082cf6 wp-block-group-is-layout-constrained\"><div style=\"font-size:14px;font-style:normal;font-weight:600\" class=\"taxonomy-category wp-block-post-terms\"><a href=\"https:\/\/delaet.com.br\/en\/category\/guia-de-compra\/\" rel=\"tag\">Guia de compra<\/a><\/div>\n\n<h2 style=\"font-size:clamp(15.747px, 0.984rem + ((1vw - 3.2px) * 0.86), 24px); margin-top:8px;margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--20);\" class=\"wp-block-post-title\"><a href=\"https:\/\/delaet.com.br\/en\/cordas-savarez-alliance-corum-high-tension\/\" target=\"_self\" >Cordas Savarez Alliance CORUM &#8211; High Tension<\/a><\/h2>\n\n<div style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--20);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--20);\" class=\"wp-block-post-excerpt has-small-font-size\"><p class=\"wp-block-post-excerpt__excerpt\">A Savarez \u00e9, sem d\u00favida, uma das fabricantes de cordas mais tradicionais no mundo. 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margin-top:8px;margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--20);\" class=\"wp-block-post-title\"><a href=\"https:\/\/delaet.com.br\/en\/a-importancia-da-cola-na-luteria-de-instrumentos-de-autor-e-nas-oficinas-de-alto-padrao\/\" target=\"_self\" >The importance of glue in the handcrafted instruments and high-end workshops.<\/a><\/h2>\n\n<div style=\"margin-top:var(--wp--preset--spacing--20);margin-bottom:var(--wp--preset--spacing--20);\" class=\"wp-block-post-excerpt has-small-font-size\"><p class=\"wp-block-post-excerpt__excerpt\">Why the type of glue used in instrument making is important in lutherie\u2026 <\/p><\/div>\n\n\n<div class=\"wp-block-group is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-b35fda84 wp-block-group-is-layout-flex\" style=\"margin-top:24px;padding-top:0;padding-right:0;padding-bottom:0;padding-left:0\"><div class=\"wp-block-avatar\"><a href=\"https:\/\/delaet.com.br\/en\/author\/delaet\/\" target=\"_self\"  class=\"wp-block-avatar__link\"><img alt='Miguel De Laet Avatar' src='https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4151d70f44e6360d13e861416c72e779e2f824fa29b0d36f7ab7118b449bed12?s=48&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/4151d70f44e6360d13e861416c72e779e2f824fa29b0d36f7ab7118b449bed12?s=96&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-48 photo wp-block-avatar__image' height='48' width='48'  style=\"border-radius:100px;\"\/><\/a><\/div>\n\n<div style=\"font-size:14px;font-style:normal;font-weight:600;text-decoration:none;\" class=\"wp-block-post-author-name\"><a href=\"https:\/\/delaet.com.br\/en\/author\/delaet\/\" target=\"_self\" class=\"wp-block-post-author-name__link\">Mike De Laet<\/a><\/div>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity wp-container-content-4daaf377\"\/>\n\n\n<div style=\"font-size:14px;text-transform:capitalize;\" class=\"wp-block-post-date\"><time datetime=\"2025-09-06T23:34:12-03:00\">Sep 6, 2025<\/time><\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n<\/li><\/ul><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons alignwide is-layout-flex wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button is-style-ext-preset--button--natural-1--button-1 is-style-ext-preset--button--natural-1--button-1--5\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"#extendify-blog\">Ver tudo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que o tipo de cola utilizado na constru\u00e7\u00e3o de instrumentos \u00e9 importante na Luteria de alto padr\u00e3o? TUDO SOBRE COLAS A maioria das pessoas n\u00e3o passa muito tempo pensando em cola. Por\u00e9m, os luthiers &#8211; em especial os de forma\u00e7\u00e3o tradicional cl\u00e1ssica &#8211; pensam muito, e \u00e9 um assunto muito mais interessante do que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":423,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[24],"tags":[73,78,75,79,74,80,58,77],"class_list":["post-420","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-luteria","tag-cola","tag-cola-animal","tag-cola-de-luthier","tag-cola-gelatina","tag-cola-para-luteria","tag-hide-glue","tag-luthieria","tag-melhor-cola"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/delaet.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/cola-e1774579331747.png?fit=506%2C504&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=420"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":481,"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420\/revisions\/481"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/423"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/delaet.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}